A intervenção da SPR 

Texto por Luis Sérgio Marota

O objetivo dos formadores do grupo, em especial de Robin e Sandra Foy, era o de trazer de maneira mais categórica possível, por meio da produção de fenômenos mediúnicos físicos, a evidência da vida após a morte, como ele mesmo afirma no início do documentário de Tim Coleman.

Tal interesse veio ao encontro dos objetivos de investigadores da SPR (Society for Psychical Research) que também se dispunham a aplicar os métodos científicos atuais às investigações sobre alegações de fenômenos paranormais. No entanto, o tratamento descortês dado por agentes da SPR, na primeira metade do século XX, a pleiteantes de fenômenos paranormais, fez o Grupo de Scole ter uma atitude de muita cautela antes de chamarem os investigadores daquela instituição. Mas, como nas palavras de Montegue Keen: “Uma vez criada a confiança e estabelecido o clima de cordialidade e cooperação (um pré-requisito para este tipo de tarefa), as sessões se iniciaram em outubro de 1995, com seis membros e três investigadores.” Os outros dois eram David Fontana e Arthur Ellison.

Monty (Montague Keen) também diz dos objetivos dos investigadores: “Nosso objetivo era obter evidências de natureza permanente, que pudessem ser testadas e examinadas independentemente, fora da sala de sessões e que não dependessem completamente da análise subjetiva, vivência, memória ou sentimento: evidências que tivessem sido produzidas sob circunstâncias que excluíssem a interferência humana e que satisfizessem aos críticos de fora.”

Keen e seus colegas da SPR escreveram um documento completo chamado de The Scole Report, em que ele coloca as evidências e discussões a respeito delas. A decisão dos três investigadores de colocarem com franqueza sua posição de aceitação dos fenômenos em Scole como autênticos e como evidências da vida após a morte não deixou de causar longas discussões e críticas por parte de alguns na SPR, mas que foram replicadas por eles, Keen e seus auxiliares. Num discurso em 2001, para a Society for Scientific Exploration, em Amsterdam, entitulado de The Scole Investigation: A Study in Critical Analysis of Paranormal Physical Phenomena, Montague entra em profundas considerações sobre aquilo que gerou a discussão basilar nos anais da SPR – o que seria evidência. Nas palavras de Monty: “O problema central gerado pelo aparecimento do Grupo de Scole foi o que constitui evidência aceitável fenômenos paranormais”

Veja também:

Estudando o The Afterlife Investigations

 

Juliano Pozati

Author Juliano Pozati

JULIANO POZATI É ESCRITOR, DOCUMENTARISTA E ENTUSIASTA DE NOVAS IDEIAS QUE INSPIREM A QUEBRA DE PARADIGMAS OBSOLETOS NAS ÁREAS DA ESPIRITUALIDADE, CIÊNCIA, FILOSOFIA E UFOLOGIA.

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