Entrevista para a Revista Cristã de Espiritismo sobre o documentário Data Limite.
Por Victor Rebelo – www.rcespiritismo.com.br

Entrevista com o produtor de Data Limite Segundo Chico Xavier, documentário sobre as declarações do maior médium espírita com relação ao nosso contato próximo com as civilizações de outros planetas. Quais as condições necessárias para usufruirmos desse intercâmbio? Estamos prontos?

Relatos de avistamentos e contatos com alienígenas não são novidade. Para quem se interessa pela ufologia, podemos encontrar pessoas no mundo inteiro que contam ter passado por este tipo de experiência. Muitas histórias são falsas…  mas muitas apresentam evidências tão grandes que praticamente não nos deixam dúvidas. Gravações em vídeos, fotos e o testemunho de militares de alta patente vêm reforçar a possibilidade de estarmos sendo visitados por seres de outros planetas há décadas… talvez, há milênios. De acordo com alguns pesquisadores e médiuns, os Ets estariam ajudando a evolução humana desde os primórdios do nosso desenvolvimento.

Para os espíritas, isso tudo não deve causar estranheza, uma vez que Kardec aceitou e preconizou a teoria da pluralidade dos mundos habitados.

No alvorecer da década de 1970, Chico Xavier participou de programas de televisão que alcançaram picos de audiência. Sua entrevista ao vivo cedida ao programa Pinga-Fogo, da extinta TV Tupi, em 28 de julho de 1971, conseguiu a maior audiência da história da TV brasileira. Nesta ocasião, fez previsões intrigantes sobre o futuro do Brasil e da Humanidade. As informações que levou a público com a simplicidade própria de sua pessoa eram, na verdade, a ponta de um iceberg muito maior, cujos detalhes confidenciou ao seu amigo Geraldo Lemos. Inclusive, Geraldo, que conviveu com o médium por anos, conta em sua página do Facebook sobre um encontro que Chico teve com um ser extraterrestre (veja box).

Recentemente foi lançado o documentário, em DVD, Data Limite Segundo Chico Xavier. Uma produção da Pozati Filmes e da Cinemakers, que teve como produtores  Juliano Pozati e Rebeca Casagrande. A direção ficou por conta de Fabio Medeiros. O documentário descreve as revelações de Chico Xavier sobre uma possível “data limite” da humanidade e a nova era que está por chegar.

Especialistas em ufologia afirmam que após a explosão das bombas de Hiroshima e Nagasaki, se verificou um aumento considerável no número de avistamentos de objetos voadores não-identificados – OVNIs – em todo o mundo.

Pouco mais de duas décadas depois, o médium brasileiro Chico Xavier confidenciava aos companheiros mais próximos que, por ocasião da chegada do homem à lua em 20 de julho de 1969, acontecera uma reunião com as potências celestes de nosso sistema solar para verificar o avanço da sociedade terrena. Decidiram pois, conceder a humanidade um prazo de 50 anos para que evoluísse moralmente e convivesse em paz, sem provocar uma terceira guerra mundial.

Se assim convivesse até a data limite, a humanidade estaria, a partir de então, pronta para entrar numa nova era de sua existência, e feitos magníficos seriam verificados por toda a parte, inclusive os nossos irmãos de outros planetas estariam autorizados expressamente à se apresentarem pública e oficialmente para os habitantes da Terra.

Chico Xavier foi um médium extraordinário. Alías, não apenas médium… mas, como sabemos, uma pessoa extraordinária. Através de sua mediunidade, psicografou 484 livros e vendeu mais de 50 milhões de exemplares, o que faz dele um dos maiores escritores brasileiros, embora sempre tenha cedido todos os direitos autorais dos livros, em cartório, para instituições de caridade. Também psicografou cerca de dez mil cartas, sem nunca ter cobrado um único centavo do destinatário.

Sua mediunidade superou todas as provas, sendo nosso grande referencial quando se trata de mediunidade, deixando-nos um legado de informações quase indiscutível. Eu digo “quase” indiscutível porque, para nós, pesquisadores que assumimos uma postura imparcial, cética, tudo deve ser questionado, analisado e, quando possível, comprovado ou, no mínimo, verificado em primeira pessoa. Conforme o espírito Erasto, em O Livro dos Médiuns, “É preferível rejeitar 10 verdades a ter de se aceitar uma só mentira, uma teoria falsa”. Portanto, essa postura questionadora deve ser aplicada tanto com relação à própria obra kardequiana – como o próprio Kardec recomendou – quanto com relação a qualquer obra mediúnica, seja do médium que for e por mais respeitável que seja. Portanto, analisemos tudo, e aquilo que não pudermos confirmar no momento, aguardemos o momento certo.

E foi com esse espírito questionador que foi produzido documentário Data Limite. Aproveitando a seriedade do assunto, a Revista Cristã de Espiritismo realizou uma entrevista exclusiva com Juliano Pozati, produtor do documentário.

O que o motivou a produzir o Data Limite Segundo Chico Xavier?

Juliano Pozati – A motivação não partiu de mim, mas da Rebeca Casagrande, que foi a primeira pessoa que fez as conexões necessárias para o tema do documentário. Rebeca é uma pessoa muito antenada quando se trata de assuntos ligados à espiritualidade. Quando ela assistiu a entrevista do Chico Xavier no Pinga-Fogo, ficou inquieta com um tal prazo de 50 anos que o médium menciona algumas vezes no programa. Foi aí que descobriu o livro “Não será em 2012”, de Geraldo Lemos Neto, o primeiro entrevistado à gravar para o Data Limite, em 2012. A partir daí, vieram as entrevistas com Divaldo Franco e Marcus Vinícius no mesmo ano e o projeto por fim acabou arquivado por um tempo. Rebeca nunca se esqueceu dele, e por ele vibrou todos os dias.

Foi somente no final de 2013 que, numa conversa informal com o Fabio Medeiros, ouvi falar do projeto. Quando li pela primeira vez a entrevista concedida pelo escritor Geraldo Lemos Neto à Folha Espírita sobre as previsões do médium Chico Xavier acerca da transição planetária e da nova era que adviria, fiquei simplesmente estarrecido. Primeiro porque sabia que a mediunidade de Chico Xavier era extraordinária, segundo porque aquelas previsões representavam uma expectativa que eu sempre tive desde criança. Contudo, ao contrário da maioria das pessoas, o que mais me chamou atenção não foram as consequências catastróficas que se dariam caso a humanidade escolhesse o caminho da guerra. Afinal de contas, o resultado de um conflito mundial não é novidade para ninguém. Já tivemos duas grandes guerras e sabemos muito bem como elas acabam… conosco! O que me chamou a atenção foi o porvir desta “era extraordinária” mencionada por Chico também no Pinga-Fogo. Mais precisamente, um detalhe que passou “quase desapercebido” em sua conversa com Geraldinho: “Também os nossos irmãos de outros planetas mais evoluídos terão a permissão expressa de Jesus para se nos apresentarem abertamente, colaborando conosco e oferecendo-nos tecnologias novas, até então inimagináveis ao nosso atual estágio de desenvolvimento científico.”

Qual é proposta do documentário?

Juliano Pozati – A proposta não é outra senão a construção, a partir de agora, de um mundo bem melhor. Esse objetivo último passa por um processo que tenho explicado nas minhas palestras: Busca de novas perspectivas, expansão de consciência, integração cósmica e então construção de um mundo bem melhor. O sujeito que busca novas perspectivas, expande naturalmente sua consciência. Dizia Albert Einstein que “uma mente que se expande jamais retorna ao tamanho original”. Com a consciência ampliada, cada um de nós entende um pouquinho mais a grandeza e o mistério do universo onde estamos, e impulsionados queremos mais, queremos nos integrar com tal realidade. A partir deste gesto contemplativo, o desejo de construção de um mundo bem melhor é inevitável.

Como os espíritas têm reagido, com relação à proposta do documentário?

Juliano Pozati – Muito bem! Os estudiosos da filosofia espírita são pessoas de um senso crítico mais apurado. Posso dizer que mais do que reagido, eles têm se engajado na propagação da mensagem. Em todos os lugares onde tenho dado palestras sobre o tema, as pessoas logo percebem que não há contradição na proposta do Data Limite, entendem a grandeza do por vir e o seu papel na transformação. É claro que eu, Fabio e Rebeca ficamos muito felizes quando pessoas respeitadas pelo movimento como Geraldo Lemos, Saulo Gomes e Divaldo Franco manifestaram seu entusiasmo com o resultado final da produção. Isso foi para nós um alívio, sinal de que havíamos entregue ao público a mensagem de Chico Xavier com a responsabilidade que lhe é devida.

O que o levou a escolher as pessoas que foram entrevistadas?

Juliano Pozati – Apesar do filme se basear no testemunho de Chico Xavier, não queríamos rótulos. Não queríamos que fosse um filme “espírita” e ponto. Queríamos despertar o interesse de toda gente para a questão. Por isso buscamos especialistas de diversa áreas do conhecimento para discorrerem sobre o tema. E qual não foi a nossa surpresa quando percebemos que a opinião de todos eles convergem para a mensagem de Chico Xavier. O mais curioso, com certeza, foi o ex-ministro de defesa do Canadá, Paul Hellyer, que nunca tinha sequer ouvido falar do médium brasileiro até o dia de nossa entrevista com ele em Toronto, e ainda assim, mantém um discurso profundamente alinhado com a mensagem do Data Limite.

Qual foi a maior dificuldade para realizar este projeto?

Juliano Pozati – Este é o nosso primeiro longa-metragem, então temos aprendido muito. O Fabio Medeiros, diretor do documentário, sempre nos lembra que o Data Limite é a nossa grande escola. Ele é um projeto totalmente independente:  não tem patrocínio, não tem Lei Rouanet, não tem incentivo fiscal nem verba governamental. Tudo o que foi feito, foi realizado com o suor do nosso trabalho e arcado com dinheiro dos nossos bolsos, que não são nada fartos, diga-se de passagem. Tínhamos muitas ideias que gostaríamos de ter executado, mas não pudemos por limitação financeira. Mas no final, ficamos felizes com o resultado. Foi o nosso melhor até agora, mas está muito longe de onde queremos chegar.

Vocês contaram com algum apoio, como de entidades ou da iniciativa privada?

Juliano Pozati – Contamos com o apoio de diversas entidades espirituais, que se mostraram sempre muito solicitas em nos ajudar a resolver os problemas do dia-a-dia da produção. Coisas que estavam fora do nosso alcance e que conscientemente deixávamos ao encardo deles, e no dia seguinte víamos a questão por resolvida. Isso além da amizade e carinho de diversas pessoas que nos incentivaram muito, como o Geraldo Lemos, que se tornou um amigo muito querido, Oceano Vieira de Melo, da Versátil Vídeo, o Ricardo Pinfildi, da Livraria Candeia e o jornalista Saulo Gomes, que praticamente virou um paizão para toda equipe. Isso sem falar do ufólogo Ademar Gevaerd. Em cada café que tomamos juntos para discutir o projeto, ele não hesitava em sacar o celular com a agenda telefônica e me encher de contatos preciosos para nossa pesquisa.

Como foi o encontro com o ex-ministro de defesa do Canadá, Paul Hellyer?

Juliano Pozati – Não foi fácil chegar até ele. O Fabio Medeiros quase caiu para trás quando eu disse que precisávamos ter o Hellyer no Data Limite. Foram 3 ou 4 meses trocando e-mails com ele. Recebi 6 negativas antes de finalmente convencê-lo da importância do tema. Mas quando chegamos tinha até bolo de canela com açúcar mascavo nos esperando, feito pela Sandra Hellyer, sua esposa. O ministro é uma pessoa muito simples, educada e elegante. Tem um currículo invejável para qualquer político do cenário mundial. O sucesso que ele obteve nas atividades de sua carreira profissional ao longo de toda a sua vida endossam muito as denúncias que ele tem feito no cenário ufológico, sobretudo porque ele não precisa de tais denúncias para ganhar popularidade e satisfazer um senso egoísta de auto realização.

Publicamos, na edição 76 da Revista Cristã de Espiritismo, um trecho do Pinga-Fogo onde Chico fala sobre a existência de água no subsolo da Lua, o que foi confirmado há alguns anos. Esse é um dos tópicos que o documentário aborda. O que mais o Data Limite abordou, com relação as informações de Chico sobre a colonização lunar pelo homem?

Juliano Pozati – Tem um aspecto da lua que impressionou muito a nossa equipe durante as pesquisas que fizemos. Chico fala no Pinga-Fogo que o homem construiria “cidades de vidro e alumínio” com matéria prima colhida da própria lua. Estas cidades seriam, nas palavras dele, “redutos da ciência moderna” que nos possibilitariam a exploração do universo. O curioso foi que, a Agência Espacial Europeia divulgou há pouco tempo a perspectiva artística das bases lunares que tem planejado construir com auxílio de impressoras 3D. Utilizando matéria da própria lua, essas impressoras seriam capazes de esculpir as estruturas necessárias para os complexos. Quando você vê as ilustrações da agência espacial no Data Limite, com as propostas artísticas dessas bases, fica atônito com a descrição do Chico: batem perfeitamente.

O que seria, exatamente, essa data limite, segundo Chico Xavier?

Juliano Pozati – A data seria 20 de julho de 2019. Chico Xavier confidenciou aos companheiros mais próximos que, por ocasião da chegada do homem à lua em 20 de julho de 1969, acontecera uma reunião com as potências celestes de nosso sistema solar para verificar o avanço da sociedade terrena. Estas potências estavam preocupadas com a questão nuclear no planeta Terra, mas viram a chegada do homem à lua como uma grande conquista cientifica. Decidiram pois, conceder a humanidade um prazo de 50 anos para que evoluísse moralmente e convivesse em paz, sem provocar uma terceira guerra mundial, uma guerra nuclear.

Se assim convivesse até a Data Limite, a humanidade estaria, a partir de então, pronta para entrar numa nova era de sua existência, e feitos magníficos seriam verificados por toda a parte, inclusive os nossos irmãos de outros planetas estariam autorizados expressamente à se apresentarem pública e oficialmente para os habitantes da terra.

Vale lembrar que o Chico não disse que tal dia e tal hora vai pousar uma nave no jardim da Casa Branca. Ele disse “a partir de”. Não devemos ver a data limite como um dia e hora apocalípticos, mas como o fim de uma fase e o começo de outra.

Quais as condições exigidas, de acordo com Chico Xavier, para a humanidade efetivar esse intercâmbio com civilizações de outros planetas?

Juliano Pozati – A questão nuclear é a grande exigência e também a grande preocupação, não só das potências celestes anunciadas por Chico Xavier, mas também do ex-ministro do Canadá e segundo consenso da comunidade ufológica, é também a preocupação dos nossos visitantes de outros planetas. Eles parecem estar preocupados com o fato da humanidade não ser madura o suficiente para garantir que não utilizará novamente uma ogiva nuclear, como fez no passado, em Hiroshima e Nagasaki. E não é para menos, segundo um relatório recente, publicado no jornal britânico The Guardian, o arsenal nuclear listado pela Associação dos Cientistas Atômicos chega a mais de 10.000 ogivas nucleares. Tanto poder bélico seria capaz, segundo alguns especialistas, de destruir a Terra 80 vezes.

E quais seriam os benefícios desse intercâmbio?

Juliano Pozati – Serão inimagináveis. Chico confidenciou dois avanços que preconizam a grandeza do por vir. Ele falou da conquista da cura para praticamente todos os males do corpo físico e também o desenvolvimento de aparelhos que nos facilitarão o contato com a esfera dos desencarnados. Seria a plenitude da transcomunicação. A ciência finalmente terá a possibilidade de entender em qual frequência energética a espiritualidade atua. Não mais enxergará com preconceito o sobrenatural, pois entenderá que ele é tão somente  parte do natural que não tivera a chance de ser por ela desvendada. Em se fazendo isto, o sobrenatural será apenas parte do natural; será super natural. Agora, cabe a questão: se estes seres, extraterrestres, já desfrutam de tais tecnologias, e eu penso que sim, qual não deve ser o nível de espiritualidade e avanço moral que manifestam, pois para eles não há realidade física ou espiritual. Tudo é parte da mesma realidade, que eu chamo “realidade integral”.

E se a humanidade iniciasse uma terceira guerra mundial? Quais seriam as consequências, segundo Chico?

Juliano Pozati – Seriam bem complicadas. Elas são detalhadas na entrevista de Geraldo Lemos à Folha Espirita e posteriormente publicada no livro “Não será em 2012”. Como eu disse no começo da entrevista, não tem novidades no quesito Guerra Mundial. Com mais de 10 mil ogivas nucleares nos porões do nosso planetinha, não vale a pena gastar tinta e papel para discorrer sobre o que aconteceria.

Qual seria a principal preocupação dos seres extraterrestres, com relação à humanidade?

Juliano Pozati – Eu penso que seja a evolução moral e cientifica da humanidade, rítmicas e equilibradas, rumo à integração cósmica, ou seja, a participação das questões da vida interplanetária e espiritual. Por isso, a questão nuclear os preocuparia tanto, na condição de ‘irmãos mais velhos’. Especialistas em ufologia afirmam que após a explosão das bombas de Hiroshima e Nagasaki por exemplo, se verificou um aumento considerável no número de avistamentos de OVNI’S (Objetos Voadores Não Identificados) em todo o mundo, sobretudo em bases militares que estocam esse tipo de armamento nuclear.

E você acha que esse contato generalizado ocorreria de forma imediata ou gradativa?

Juliano Pozati – Bom, ambos os casos são teorias lançadas para meditação do leitor. Eu particularmente acredito que já está havendo uma preparação. Sou pós-graduado em estratégia militar e foi treinado para não acreditar em coincidências. Pegue por exemplo Hollywood. O cinema americano é uma arma ideológica a serviço da política nacional do país. Os inimigos do Rambo eram sempre os vietnamitas. Os inimigos do Indiana Jonnes eram sempre os Russos ou os Nazistas. Enquanto houve guerra, o tema era este. Pense um pouco na temática de Hollywood nos últimos 15 anos: Encontros, chegada de outras civilizações, super humanidade, com pleno potencial parapsicológico desenvolvido, etc. Se objetos voadores não identificados eram considerados ficção científica quando eu era criança, hoje são expectativa, são assunto sério. Coincidência?

Alguns entrevistados, no documentário, falam como algumas religiões – como a Católica – possivelmente reagiriam. Fale um pouco sobre isso.

Juliano Pozati – Nós nos esquecemos, e muitos talvez nem mesmo o sabem, que a Igreja Católica é um Estado, dito Teocrático, e um banco com aproximadamente 1 bilhão de “clientes” em todo o mundo. Ela não dá um passo sequer sem planejar muito bem as consequências. Desde 1500 a igreja estabeleceu “filiais” ou “embaixadas” em todo o mundo, a partir da expansão missionária que acompanhou a era das grandes navegações. Logo, todo e qualquer fenômeno ufológico que era observado por um aldeão em qualquer parte do globo, era relatado ao pároco local. A medida que esses relatos foram reunidos e a frequência fora observada, novas decisões estratégicas foram tomadas. Sobretudo porque esta realidade que está para ser descortinada para todos nós vai abalar todas as estruturas de poder estabelecidas no mundo e obrigará a igreja a rever e contextualizar os seus dogmas, aceitos hoje por, repito, 1 bilhão de pessoas. Logo, se o Papa Francisco declara publicamente que se um marciano aparecesse no Vaticano ele o batizaria, pode ter certeza que não foi uma brincadeira espontânea, ou um gesto de simpatia. Ele é um chefe de Estado. Não há espontaneidade. Muito menos coincidência. Já disse antes, não acredito nelas…

Então, isso tudo faz parte do processo de transição, que já está ocorrendo?

Juliano Pozati – Eu penso que sim. Até pouco tempo antes da Revolução Francesa, pouca coisa havia de novo no jeito de viver da humanidade. A partir da Revolução Francesa e da Revolução Industrial, o cenário começa a mudar radicalmente. Se considerarmos os avanços científicos e tecnológicos dos últimos 100 anos então, ficaremos com vertigem. Minha avó morava num sítio em Atibaia, no interior de São Paulo, em meados dos anos 40. As notícias da guerra chegavam ao lugar quando alguém que visitara a cidade passava por lá. Anos 40! 70 anos depois e nada acontece no mundo sem que haja uma repercussão global e instantânea. Eu me pergunto: O que são os últimos 300 anos, se comparado com 12.000 anos de humanidade (ou talvez bem mais) sobre a face da Terra? Penso que estamos vivendo sim uma grande transição, como que a emancipação de nossa civilização.

Como você acha que a humanidade, em geral, receberia esse contato com civilizações mais avançadas?

Juliano Pozati – Sou um entusiasta do assunto e por isso sou suspeito ao emitir uma opinião sobre a questão. Mas vou tentar balancear a coisa. Por um lado, o déficit educacional e a miséria em que se encontram mergulhados mais de 2 terços do globo me fazem pensar que um encontro como o que é preconizado no Data Limite seja um choque brutal. Se você ainda considerar o fanatismo e o fundamentalismo religioso, tão marcantes em algumas sociedades, a reação pode ser pior ainda.

Por outro lado, penso que temos sido preparados para esta ocasião, que deve ser um evento marcante e maravilhoso para todos os habitantes do planeta. A tecnologia e o avanço científico que se dará a partir do intercâmbio com essas civilizações pode oferecer resposta à diversas situações miseráveis que hoje enfrentamos em nosso planeta. Imagine por exemplo, que podemos transformar, com tecnologia agrícola de larga escala, o deserto do Saara numa imensa plantação, capaz de acabar com a fome na África. Fontes renováveis de energia permitirão a inclusão social de bilhões de seres humanos, além da cura de infindáveis males físicos. Isto sem falar do fim da escravidão psicológica e da culpa dogmática, incutida religiosamente com fins de controle das massas em democracias de fachada ou regimes ditatoriais que serão por fim dizimados num processo social de evolução, partindo das novas perspectivas que se apresentarão a todos simultaneamente.

É por isso que temos dito que mais do que um documentário, o Data Limite está criando um movimento de pessoas conscientes ao redor do globo, dispostas à conquistar e construir um mundo bem melhor a partir de agora.

Uma questão polêmica e que eu tenho muita cautela, é a crença de que Jesus seria nosso governador planetário, e como tal, teria se reunido com seres de outros planetas representando a nossa humanidade. Como essa informação não tem como ser verificada, sendo mais creditada às crenças pessoais de Chico e Emmanuel, isso não prejudica a confiabilidade na existência de uma possível “data limite” ou “última hora”?

Juliano Pozati – As evidências que reunimos, os fatos preconizados por Chico Xavier e posteriormente analisados por nossa equipe não deixam dúvidas quanto a confiabilidade de sua mensagem. Ela é crível. Ponto. Agora esta questão é como outra que também causa muita controvérsia, se Chico Xavier seria ou não a reencarnação de Allan Kardec. Para ambas a minha resposta é a mesma: FUGA DO ASSUNTO PRINCIPAL. A questão toda no Data Limite é: O que EU tenho feito para construir um mundo bem melhor? O que eu tenho feito para evoluir, para praticar o bem? O que eu tenho feito para merecer ser considerado digno de uma vida cósmica, interplanetária?

A questão não se resume a quem, quando ou como. As evidências que reunimos a partir de diversas áreas do conhecimento apontam um mesmo rumo: o de compromisso com a transformação que se dará a partir de um evento global, preconizado não só por Chico Xavier, mas por boa parte das religiões do mundo.

Afinal, após ter estudado a fundo essa questão da “Data Limite”, você acha que a humanidade finalmente está preparada para essa data? Por quê? O que precisamos melhorar?

Juliano Pozati – A Revolução Industrial levou algumas décadas para afetar e alterar radicalmente o modo de vida na Terra. O YouTube virou febre mundial em menos de 10 anos. O Whatsapp chegou ontem mesmo e já não sabemos mais nos comunicar sem ele. As coisas hoje acontecem e se alastram em tempo real. Nosso esforço agora é para levar a mensagem do Data Limite ao maior número de países no mundo. Por isso, a versão internacional que lançaremos agora em dezembro virá com legendas em inglês, espanhol, alemão, italiano, francês e mandarim. Queremos propagar a mensagem de Chico Xavier porque entendemos que ela é vital no processo de preparação da humanidade para esta nova realidade que se apresentará diante de nós. Não é bem uma questão de fé, mas sobretudo de evidências. O esforço de propagação e preparação é de todos nós. Um tema como este deveria ser discutido em programas de auditório na TV aberta, no lugar das irrelevantes aberrações culturais que vemos proliferar todos os dias na grade televisiva. Hoje a questão “existência de vida em outros planetas” já está, teoricamente, ultrapassada. Já se pensa em exopolítica, ou seja, política interplanetária. É preciso expandir horizontes, adquirir novas perspectivas e novos propósitos, fortes o suficiente para nos motivar à transformação pessoal e a evolução moral.

Para encerrar, deixe-nos uma mensagem (algo importante que não foi abordado).

Juliano Pozati – Eu acredito que estamos às portas de um evento global que reorganizará todas as coisas e mudará completamente a nossa forma de ver e relacionar-se com o mundo e com o próximo. O que a espiritualidade manifestou outrora por Chico está sendo agora confirmado e reafirmado por diversas áreas do conhecimento no documentário Data Limite segundo Chico Xavier. Isso porque talvez o conhecimento humano, a espiritualidade, as diversas dimensões, a ciência e a vida fora do planeta Terra sejam tão somente parte de uma mesma realidade integral, ainda a ser desvendada pelo homem.

Mas qual a relação disso tudo comigo e com você? Bem, tirando o fato de se tratar do mundo em que “por acaso” todos nós vivemos, cabe a cada um de nós a conquista e a construção desta nova era. É a nossa vibração, a expansão de nossa consciência e a aspiração de objetivos cósmicos comuns que farão de nós todos cidadãos do universo.

Sempre avanti! Que questo é il piú importante!

Juliano Pozati

Author Juliano Pozati

JULIANO POZATI É ESCRITOR, DOCUMENTARISTA E ENTUSIASTA DE NOVAS IDEIAS QUE INSPIREM A QUEBRA DE PARADIGMAS OBSOLETOS NAS ÁREAS DA ESPIRITUALIDADE, CIÊNCIA, FILOSOFIA E UFOLOGIA.

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